Seminário questiona teses e estratégias pró-aborto
Especialistas debateram O Estado Brasileiro entre a Vida e a Morte

http://gloria.tv/media/EeDU5BZArs7 - Dr Rodrigo Pedroso

28/09/2012

 "a questão da explosão demográfica foi utilizada para justificar uma primeira estratégia de ações pró-aborto". Uma segunda estratégia, segundo Dr Rodrigo, surge a partir dos anos 1970, junto com o movimento feminista, e procura mostrar o aborto como um direito da mulher. "Ao mesmo tempo que se apresenta essa política neomalthusiana, cresce o conhecimento sobre a fisiologia humana e, consequentemente, se fortalecem as posições contrárias ao aborto. A estratégia de tratar a questão como direito sexual reprodutivo não deu o resultado esperado", ele observou.

A terceira estratégia passaria, de acordo com Pedroso, pelo Poder Executivo: o tema seria tratado no âmbito dos ministérios, através de normas técnicas. "Quer-se montar uma norma técnica de redução de danos em casos de aborto. Trata-se de um instrumento de manipulação, um modo de apresentá-lo como fato consumado para vencer a repugnância da sociedade", afirmou.

O advogado relatou que, através do Ministério da Saúde, um protocolo autorizaria médicos do serviço público a ensinar as mulheres a usar medicação de resultados abortivos e ministrar nas pacientes antibióticos para dar mais segurança ao processo. "Essa medida enfrenta um obstáculo instransponível: o artigo 29 do Código Penal, que trata dos partícipes de um crime. E, nesse caso, o Ministério Público será obrigado a atuar contra o médico", alertou Pedroso.

Assim, segundo ele, o aborto deixa de ser uma questão religiosa para tornar-se uma ilicitude. "É uma espécie voltando-se contra si mesma", concluiu.