No final deste ano ocorrerá a 3ª Conferência Nacional de Juventude com o tema “As várias formas de mudar o Brasil”. Os órgãos responsáveis são a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e a Secretaria - Geral da Presidência da República (SGPR)1.

A Conferência é antecedida por pré-conferências municipais, estaduais e ainda em um ambiente digital. Grupos de trabalho compostos pelos participantes  de cada pré-conferência elaborarão propostas que, após serem votadas em plenário ao final de cada encontro, serão apresentadas por delegados eleitos, na Conferência Nacional que acontecerá de 16 a 19 de dezembro de 2015, em Brasília.

As propostas e resoluções da etapa nacional servirão de subsídio para a elaboração do Plano Nacional de Juventude. O objetivo da Conferência é atualizar a agenda da juventude.

Foram separados 11 eixos temáticos para discussão nas etapas municipais e estaduais, são eles: Participação; Educação; Trabalho; Diversidade e Igualdade; Saúde; Cultura; Direito à Comunicação; Esporte e Lazer; Meio Ambiente; Território e Mobilidade; Segurança e Paz.

Nos textos orientadores dos eixos temáticos constam orientações que abordam desde a descriminalização do aborto, descriminalização e regulação das drogas à valorização da “diversidade de gênero”.  Os textos abaixo foram retirados dos  documentos orientadores:

 

Consolidação de um programa nacional de direitos sexuais e reprodutivos com recorte na juventude, enfatizando temas como: gravidez indesejada, descriminalização do aborto e doenças sexualmente transmissíveis nas ações preventivas e assistenciais2;

 

Assegurar a descriminalização e a regulação das drogas, acompanhado da atenção ao usuário;

 

Indica ser uma boa escola aquela capaz de instituir relações sociais democráticas, em que o conhecimento se constitui num bem comum e os processos de ensino-aprendizagem estão orientados pelo respeito aos direitos humanos, pela valorização da diversidade (de gênero, étnico-racial, sexual etc.) e pela luta contra as desigualdades sociais3.

 

Educar para promover mudança de mentalidades. Educação inclusiva de gênero nas escolas, faculdades e meios de ensino. Educação não sexista, racista, homofóbica. Disseminação nas escolas e na sociedade de informações sobre o reconhecimento do Estado e do povo brasileiro da sua história com os povos indígenas e com os negros e negras. Ampliação do debate de toda a sociedade sobre os novos padrões de sexualidade e arranjos familiares4.

 

Segundo informações do site do Portal da Juventude, qualquer pessoa pode participar da Conferência das seguintes formas5:

  • Pela internet: acesse www.juventude.gov.br/conferencia e siga o passo a passo para inserir sua proposta.
  • Proposta em papel: caso não tenha acesso direto à internet, escreva sua proposta em papel e peça ajuda a um conhecido que consiga inscrevê-la no site para você.
  • Conferências livres: organize e participe de encontros locais para formulação e coleta de propostas.
  • Etapas presenciais: participe das etapas presenciais no seu Município e Estado para dialogar e elaborar as propostas que serão inscritas na plataforma digital para seguirem para as próximas etapas.

Abaixo o calendário da Conferência:

  • Etapas municipais, territoriais e regionais: 01 de julho a 7 de setembro.
  • Etapas estaduais: 11 de setembro a 31 de outubro.
  • Etapas livres: 01 de maio a 31 de outubro.
  • Etapa Digital: 23 de julho a 31 de outubro.
  • Etapa de Comunidades e Povos Tradicionais: data a definir.
  • Etapa Nacional: 16 a 19 de dezembro.

Diante do contexto faz-se necessária uma rápida mobilização e articulação dos jovens, buscando os meios eficazes de impedir esta nova estratégia de descriminalização do aborto, descriminalização e regulação das drogas e valorização da “diversidade de gênero”.

A tomada de atitude é urgente, pois as etapas já estão acontecendo.

É preciso conhecimento para fazer uma abordagem com propriedade e segura, objetivando uma apresentação que mostre os fundamentos, refute os termos irreais da descriminalização do aborto, descriminalização e regulação das drogas, valorização da diversidade de gênero, e que não se caracterize somente na esfera de valores religiosos.

Conforme os estudos e experiências de outros grupos que militam contra esses temas, não há por parte dos favoráveis da inserção destes temas um debate democrático. Para eles, aqueles que insistem na discussão são taxados como fundamentalistas e conspiradores.

O melhor caminho é denunciar toda informação oculta, os objetivos que eles desejam alcançar, os problemas e as consequências já ocorridas em outros países, propondo aos participantes a retirada dos temas, pois caso não seja impedida, poderá resultar em um grande passo na desconstrução de valores da família.

Os jovens brasileiros comprometidos com o real bem da pessoa humana em sua fase da juventude não entendem que legalizar o aborto, dissolver a identidade  dos indivíduos através da falaciosa ideologia de gênero e tornar amplo e facilitado o acesso a substâncias entorpecentes que diversos estudos psiquiátricos provaram desencadear quadros psicóticos graves seja um real avanço na afirmação de direitos e incremento na qualidade de vida da população jovem. Entendem ainda que com a adoção de tais prioridades políticas, ninguém sofrerá maior dano do que eles próprios.

Veja imagens

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Referências